12/04/2023
Estamos na década do envelhecimento saudável e falar sobre a importância da atividade física está intimamente ligada com este resultado. Atualmente é consenso entre os profissionais da saúde que ser mais ativo fisicamente é um fator determinante para um envelhecimento bem sucedido.
Em contrapartida, mais da metade da população brasileira era insuficientemente ativa em 2019, segundo o IBGE. O envelhecimento associado a um estilo de vida sedentário estão relacionados ao declínio da função muscular e da aptidão cardiorrespiratória, o que resulta em menor capacidade de realizar as atividades da vida diária e por consequência maior dependência.
Para que se construa estratégias favoráveis para a modificação desse cenário, é importante distinguir a diferença entre comportamento sedentário, atividade física e exercício físico. A primeira representa fator de risco independente para doenças crônicas e se caracteriza por atividades em que o indivíduo esteja em posição sentada, reclinada ou deitada e que apresenta um gasto energético próximo aos valores de repouso/basall (1,0-1,5 MET). O comportamento sedentário é maior entre pessoas idosas, sendo influenciado por questões biopsicossociais, pessoas idosas institucionalizadas se movimentam menos que aquelas que vivem na comunidade, o cenário se agrava na presença de Transtorno Neurocognitivo Maior. Já a atividade física é representada quando o gasto energético excede o de repouso, como exemplo podemos citar os cuidados da casa, caminhadas até o banco e fazer as compras. O exercício físico é um tipo de atividade física, mas acontece de forma sistematizada, com método aplicado, e objetiva a melhora da aptidão física do indivíduo (força, flexibilidade, capacidade aeróbica, equilíbrio, composição corporal, etc).
Segundo o Guia de atividade física para a população brasileira publicado em 2021, a quantidade de atividade física suficiente para manutenção da saúde é de 150 minutos por semana em intensidade moderada ou 75 minutos por semana em intensidade vigorosa. O Guia ainda complementa sua recomendação indicando a realização de exercícios de fortalecimento dos principais grupos musculares e equilíbrio de duas a três vezes por semana em dias alternados, essas modalidades são essenciais para a melhora da capacidade de fazer as atividades do dia a dia e prevenir quedas.
A variabilidade de estímulos, a progressão e a assiduidade são pontos fundamentais para que haja transferência da prática para a qualidade de vida global da pessoa idosa. O American College os Sports Medicine sugere um acrônimo que traduz componentes que devem estar presentes em uma sessão de exercício, o FITT-VP, que significa (frequência semanal de exercício, a intensidade em que deve ser realizado, o tipo de exercício, a duração, a quantidade e a progressão dos estímulos).
Com o envelhecimento, acontece a senescência, ou seja, alterações fisiológicas normais do envelhecimento, é claro que ser mais ativo fisicamente não reverte esses tipos de alterações, mas contribui para amenizar seus efeitos obtendo um impacto fundamental na independência e autonomia nas atividades de vida diária dos indivíduos.
Infelizmente ainda é grande a barreira que distancia uma parcela da população idosa que não pode se beneficiar com o exercício físico, um dos motivos é o próprio preconceito contra a idade, o etarismo, fazendo com que muitos pensem que nesta fase da vida não há necessidade e nem seja apropriado esta prática. Não existe exercício proibido, existe avaliação do indivíduo e do contexto para que a prática seja conduzida de forma segura e eficiente.
Por isso é importante o trabalho de educação continuada e conscientização da população para essas medidas que influenciam na saúde global da população idosa, proporcionando bem-estar, qualidade de vida, manutenção e melhora da funcionalidade.
Texto:
Alessandra Ferrarese Barbosa
Geriatra – Comissão Científica de Geriatria
Talita Cezareti
Prof. de Ed. Física – Comissão Científica de Gerontologia
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