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Tópicos Especiais – Participação social na velhice

A Participação é um dos pilares para o envelhecimento ativo, junto com a saúde, segurança e aprendizagem ao longo da vida. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), define Participação como “envolvimento em uma situação de vida”. Para o Centro Internacional de Longevidade (ILC), que está de acordo com a Organização Mundial de Saúde, participação “significa engajamento em qualquer causa social, cívica, recreativa, cultural, intelectual ou espiritual que dê significado à vida e promova um sentimento de realização e de pertencimento”.

A literatura científica aponta que a Participação social de idosos está relacionada com menor risco de morbidade e mortalidade, redução de sintomatologia depressiva e de suicídio, melhora do senso de autoeficácia e de identidade, desempenho cognitivo e com o aumento do bem-estar e da qualidade de vida. Recentemente foi identificado que os principais preditores da participação social de idosos independentes residentes na comunidade, além do número de doenças, condição cognitiva, presença de sintomatologia depressiva, idade, viuvez e avaliação subjetiva de qualidade de vida, envolvem fatores como viver em determinadas regiões da cidade e praticar atividades físicas.

O investimento em ações e programas destinados à saúde ao longo da vida, principalmente de forma preventiva, e de investimentos no território, como melhorias de infraestrutura, segurança e implementação de serviços podem ser de grande valia para a viabilidade de maior Participação Social e envelhecimento ativo desta população.

Por Carolina Rebellato – Terapeuta Ocupacional –
Membro da Comissão Científica SBGG-RJ – Gestão 2016-2018

 

ILC-BRASIL [CENTRO INTERNACIONAL DE LONGEVIDADE]. Envelhecimento Ativo: um Marco Politico em Resposta à Revolução da Longevidade. Rio de Janeiro: Centro Internacional de Longevidade Brasil. 1a edição, 2015.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE [OMS]. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde – CIF. Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família de Classificações Internacionais (Org.) Coordenação de tradução de Cássia Maria Buchalla. São Paulo: Edusp, 2003. 328 p.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE [OMS]. Envelhecimento ativo: uma política de saúde / World Health Organization. Tradição de Suzana Gontijo. Brasília: Organização Pan- Americana de Saúde (OPAS), 2005. 60 p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf

REBELLATO, C. Preditores da participação social de idosos independentes cadastrados em Estratégias de Saúde da Família do município de Araras/SP. Tese de Doutorado. São Carlos: UFSCar, 2016. p. 224.

REBELLATO, C.; HAYASHI, M. C. P. I. Participação social do idoso: estudo bibliométrico da produção científica recente (2010-2013). RECIIS – Rev. Eletron. de Comun. Inf. Inov. Saúde, v. 8, n. 3, p. 264-287, set. 2014.

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